Coluna do Nelson

Published on julho 17th, 2013 | by Nelson Campos

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Peripécias bancárias

Hoje um post diferente vindo de mim, o sumido, Nelson. Em um dos meus primeiros blogs, textos sobre o meu cotidiano eram frequentes….na verdade…em um deles, era só sobre isso que eu escrevia. Aparentemente em algum ponto nesse caminho, minha vida ficou incirvelmente chata. e eu fiquei mais chato ainda (se é que era possivel). No entanto, hoje aconteceu uma coisa que me lembrou muito meus artigos deste blog e resolvi compartilhar com vocês esta experiência semi-vergonhosa que nos dá aquele pequeno riso do dia. Sem mais, vamos ao fatos:

1. Eu tinha R$ 40, precisava depositar R$25, ou seja, eu precisava trocar uma das notas de R$20
2. Fui num banco em que nunca tive contato direto, o Itaú.
3. A conta que eu precisava depositar estava em um email em meu celular.

Do começo….3…2…1

Não sei se acontece isso com vocês também, mas às vezes a coisa mais corriqueira e simples do mundo do nada, se torna a coisa mais complicada. No meu caso, hoje, foi transformar 40 reais (2 notas de 20) em 25 reais. Sim. Parece absurdo, eu sei, mas vamos lá.
Depois de uma bela caminhada refletindo, encontrei com a Barbara e sua fiel escudeira (malz, esqueci seu nome) e contei sobre meu problema matemático planejado por Pink e Cérebro, e claro, a resposta mais óbvia veio à tona: -“Gaste 5 reais, DÃÔ. Pensei comigo, “Beleza! #partiu-para-americanas”.
Um problema que já parecia resolvido, mais uma vez cresceu. Depois de ver tantos produtos naquela loja incrivelmente cheia de coisas que eu não preciso, resolvi comprar algo para comer…o problema? as variações de preço. Comecei a pensar em todas as possíveis transações (até 5 reais) e quais as notas que o caixa poderia me devolver e isso demorou um tempo, afinal, se eu comprasse algo que viessem 6 reais de troco em 2 notas de 2…eu não teria a nota de 5 que eu precisava para depositar os 25. Difícil né? #soquenao.
Muita pesquisa depois, decidi por um saco de biscoito integral sabor cacau no valor de R$4,99….tarefa número 1: CONCLUÍDA.

Pois bem, saio das Americanas com um saco de biscoito na mão em direção ao banco que nunca tive contato direto, carregando na outra mão o celular com o e-mail e os dados bancários.

Ao entrar no banco, meus pensamentos em ordem foram:

1. Merda, não posso usar o celular aqui e ver o e-mail com a conta
2. Merda, não acho o envelope de depósito
3. Merda, mesmo que eu ache o envelope, eu não trouxe caneta para preenche-lo. Preciso de uma.
4. Merda, este banco não fornece caneta nas mesinhas.

Pensei em começar resolvendo o problema número 4, pedindo uma caneta emprestada a um dos funcionários…
Depois de umas 2 voltas na agência, decidi chegar próximo da máquina cospe fogo do diabo, vulgo, caixa eletrônico. Para minha surpresa, diferente do meu banco (San-tan-dré), os envelopes ficam dentro do caixa. Mas a sensação de ter resolvido uma parte de minha singela odisseia durou pouco…na verdade, durou 2 segundos…o tempo de eu virar o envelope para os 2 lados e ver que eu tinha o dinheiro trocado, uma caneta, mas não onde preencher esses dois campos no tão procurado envelope.

Eu juro que cogitei chamar algum funcionário, mas não queria dividir o biscoito….

Nesse meio tempo, com celular na mão, envelope na frente, o biscoito foi parar no chão..nada contra o biscoito integral..ele mesmo pulou de minha mão, e estava atrapalhando mesmo.

Resolvi que era hora de começar a resolver de uma vez as coisas. E foi nessa hora que o dinheiro resolveu que queria voar igual o biscoito, mas este, voou mais longe…aí saí atrás dele e chutei o pobre do biscoito. Vamos lá:

Na mão:
1. Carteira
2. Envelope
3. Celular com email

No chão:
1. Pacote de biscoito
2. 25 reais

Chutei (sem querer) o biscoito para longe enquanto corria atrás dos 25 reais (fruto de muitos cálculos matemáticos e um conselho da barbara), e naquele momento eu já me enxergava como um Mr Bean mogiano, ou pelo menos é como eu acho que me enxergavam.

Agarrei o dinheiro, selei o envelope e peguei o biscoito.

-“Vou enfrentar a máquina” – Pensei.
E fui mesmo, e fui bem…até o guarda chamar minha atenção pois eu estava com o celular no banco. Mas essa parte foi tranquila, afinal, acho que ele já havia visto o suficiente para ver que eu (mesmo que quisesse) não era um bandido.

Depois de preencher os dados, a tela touch tentou me ajudar, dizendo “Insira o envelope no local indicado”, fiz isso, inseri o envelope sem nada escrito nele. ela puxou. Estaria tudo 100% se não fosse meu hábito de confirmar os dados do depósito colocando o dedo sobre a tela (já que no SantandrÉ não é touch) e quando vi, sem confirmar nada, sem querer confirmei. “Depósito realizado com sucessso” – Ela me disse.

Após me sentir como um dos “senhorzinhos” que vão ao banco no dia 5 de todo mês. Voltei ao funcionário para devolver a caneta que não usei.

Funcionário: -“Deu tudo certo senhor?”
Eu: -“Opa! tudo perfeito…..”

Saí do banco, abri o pacote de biscoito e fui comendo…..venci a máquina….

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Estereótipo Sócio Cultural de semiose traduzida na sua linguagem real que é um signo seu e criador do Padoca Virtual (e talvez mais alguns outros 3464576 blogs por aí, mas quem está contando?).



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