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Comportamento expressoes do dia-a-dia

Published on janeiro 31st, 2013 | by Mari Rocha

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Expressões do dia a dia, Pagando o pato, Nas coxas, Mãe Joana e outros

“Ahhh Joãozinho, acha que está na casa da mãe Joana é! Continua assim que você vai dar com os burros n’água”.

Você escuta um falando mais puxado aqui, outro mais rápido ali, pega um pedacinho do vocabulário dos avós maternos, depois dos avós paternos e pronto, seu linguajar está formado!
Há tantas palavras e expressões do dia a dia, que muitas delas nem sabemos da onde vem ou que realmente significam. Portanto meus caros, listei abaixo algumas explicações:

Feito nas coxas: Na época da escravidão no Brasil, eram os escravos quem faziam as telhas para os “seus senhores”. As telhas eram feitas artesanalmente, de argila e moldadas nas coxas dos escravos, consequentemente os tamanhos e formatos das telhas variavam e não eram perfeitas, ficando desigual, cada uma de um jeito diferente.

Casa da mãe Joana: Joana, além de ter uma casa, foi rainha de Nápoles no século XIV. A rainha teve que fugir para Avignon, na França por conta de uma acusação de assassinato (do próprio marido). Lá, ela regulamentou os bordéis determinando que cada estabelecimento deveria ter uma porta por onde qualquer pessoa pudesse entrar.

Tirar o cavalo da chuva: Quando alguém ia visitar outra pessoa no século XIX, muito provavelmente ia a cavalo e quando a visita era breve, o cavalo era amarrado ao ar livre perto da casa. Se a visita fosse demorar o cavalo ia para os fundos da casa pois se chovesse o animal não se molhava, lembrando que a visita só podia proteger seu cavalo se o dono da casa permitisse e dissesse “pode tirar o cavalo da chuva”, então a visita desistia da pressa de ir embora.

Dar com os burros n’água: Antigamente, os burros eram muito utilizados para carregar cargas de diversos tipos para diversos lugares. No caminho dessas viagens, se deparavam com muitos lugares de difícil acesso pela falta de estradas, fazendo com que muitas vezes, os burros atravessassem regiões alagadas onde os animais morriam afogados. Daí pra frente essa expressão é usada para falar de alguém que nadou, nadou e morreu na praia.

Nhenhenhém: “Vamos deixar de nhenhenhém e resolver logo isso”. Essa expressão surgiu dos indígenas, onde ”Nheë” (tupi) significa “falar”. Na época que os portugueses aqui chegaram os índios não entendiam nada do português e interpretavam aquele jeito esquisito de falar do homem branco como “nhen-nhen-nhen”.

Pagar o Pato: Acredita-se que tudo começou com uma senhora casada do século XV que estava com muita vontade de comer pato. Um dia ela encontrou com um moço que tinha um pato, na mesma hora a senhora pediu o pato e se ofereceu como pagamento (isso mesmo minha gente). O problema foi que eles não chegaram no acordo de quando o pato estaria pago, foi quando o marido da senhora entrou na história e para acabar com a confusão pagou o pato em dinheiro para o moço.

Fazer Vaquinha: Os jogadores dos times de futebol da década de 20 não tinham salário, portanto a torcida arrecadava dinheiro para ser dado aos jogadores. Cada quantia era relacionada ao jogo do bicho, por exemplo 5 mil réis era a bolada do “cachorro” (5 era cachorro no jogo do bicho) e como prêmio máximo do jogo era 25 mil réis, e 25 era o número da vaca, a população apelidou como vaquinha.

Salvo pelo Gongo: Para essa expressão existem algumas versões, mas essa é a mais comum. Antigamente as pessoas que sofriam da doença catalepsia (um distúrbio que impede os movimentos) corriam um sério risco de serem enterradas vivas (o que aconteceu com muitas pessoas) e para evitar que isso acontecesse, era amarrada uma cordinha no pulso do “defunto” e prendiam-na a um sino que ficava do lado de fora túmulo. Se a pessoa não estivesse morta era só chacoalhar o pulso que ela era “salva pelo gongo”!

Para encerrar, no meio de todas essas expressões e significados encontrei um significado para uma expressão que eu jamais achei que tivesse: o famoso “Uai” mineirim, dizem que surgiu como um código na Inconfidência Mineira, os inconfidentes quando iam para as reuniões secretas, batiam 3 vezes na porta e diziam “Uai”, que são as iniciais de “União, Amor e Independência”.

É por essas e outras que digo: só sei que nada sei.

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Publicitária (é, não me avisaram, agora já foi...), gosto de música, livros, esmaltes e troco balada por um bom filme sem pensar duas vezes =)



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