Comportamento

Published on agosto 1st, 2012 | by Nelson Campos

A origem dos sobrenomes

Dos mais comuns aos menos conhecidos, a origem dos sobrenomes pode dizer de onde sua família é ou veio, no mais antigos, até mesmo para que time torcem e sem ele, não importa qual seja, você não existe.

Primeiramente, porque temos um e como foram escolhidos?

Os sobrenomes foram criados em uma época em que o número de pessoas já estava tão grande que não era mais possível saber quem era quem simplesmente pelo primeiro nome e nem mesmo seguido de quem era filho.
Costumamos ver isso em filmes e passagens antigas, como “Aquiles, filho de Peleu”.

Então como resolvemos este problema?

Surgiram então os sobrenomes com base geográfica e característica

1. Característica:

Um homem conhecido por ser corajoso, era conhecido como por exemplo João “Valente”, isso era uma prática que grande parte das culturas adotavam, as asiáticas (especialmente Chinesas) eram mais complexas.

2. Geográfica:

Essa eu vou ilustrar inclusive com meu nome,
Nelson Campos – Um homem que vive nos Campos.

E agora vem as variações geográficas..

Nelson Campos morava em Portugal, mas se mudou para a Espanha. Na Espanha, seu sobrenome se adapta para Nelson de Campos, pois Nelson é dos Campos de Portugal, e essa é a origem das variações do “de, do, da” dos nomes.

Não para por aí…

Primeiro, Meio, e Sobrenome

Basicamente, no início, os sobrenomes eram adotados somente por ricos/nobreza e aos poucos foram adotados pelos plebeus. Como viram acima, na questão geográfica, são utilizados “de, do, da”, mas no início isso se referia exatamente as terras que possuíam e não de onde vinham, e por isso ficava faltando: “Tá, você é Nelson e veio de Campos, mas é filho de quem?”

É muito comum o uso somente do sobrenome e o nome do meio é uma “escolha” que algumas culturas (e não famílias) adotaram com base nas suas políticas e crenças. O Brasil é um dos que faz parte deles (cultura Lusofonia (países que falam português)), tendo como “padrão” (e não regra) o uso do último nome da mãe como nome do meio.

Já nos países de cultura anglo-saxônica (e você deveria saber o que é isto) o nome do meio é dado junto com o primeiro nome, na hora do nascimento.

No fim das contas, o nome do meio era usado para distinguir um João da Silva do outro, mas em outras culturas, o nome do meio é realmente muito importante, vamos ver agora.

Não vou me prolongar muito pois o principal já foi, agora são os asiáticos..

Dizem que os chineses foram os primeiros a utilizar o sobrenome e nome do meio, por volta de 2852 a.C mas para este posto de primeiro colocado, uns dizem que foram os gregos, mas blá, voltemos…

Na China, o sobrenome vinha primeiro e era uma das 438 palavras do sagrado poema chinês “Po-Chia-Hsing”. O nome de família vinha em seguida, tirado de um poema de 30 personagens adotados por cada família. O nome próprio vinha então por último. O modo dos gregos era quase o mesmo, a diferença é que “nome da família” para eles, era denominado como “Clã” (também conhecido como linhagem).

A terminação e de onde veio:

Alemanha: -sen; -mann. Exemplos: Jansen, Petersen, Hansen, Hartmann, Lehmann, Kaufmann
Armênia: -ian. Exemplos: Aracy Balabanian, e Stepan Nercessian atores armenos-brasileiros; ou Cherilyn Sarkisian, nome da atriz norte-americana Cher.
Bulgária: -ov (masc.); -ova (fem.). Exemplos: Stoyanov(a).
Dinamarca: -sen. Exemplos: Olsen, Petersen.
Escócia: Mc-; Mac-. Exemplos: McNamara, MacMillan.
Espanha: -ez. Exemplos: Fernández, Méndez.
Finlândia: -nen. Exemplos: Virtanen, Salonen, Häkkinen.
França: -t. Exemplo: Martinet. Como o ator e dublador estadunidense Charles Martinet
Geórgia: -dze; -shvili. Exemplos: Makharadze, Saakashvili, Gabashvili.
Grécia: -poulos. Exemplos: Tatopoulos, Papadopoulos.
Hungria: -yi. Exemplo: Simonyi.
Inglaterra: -son. Exemplos: Johnson, Williamson.
Irlanda: Mc-; Mac-; O’-. Exemplos: McNaughton, MacNamara, O’Neil.
Islândia: -sson (masc.); -dóttir (fem.). Exemplos: Danielsson, Davíðsdóttir.
Itália: -i. Exemplos: Puchetti, Leonardi, Lorenzi, Benhossi.
Moldávia e Romênia: -escu. Exemplos: Filipescu, Popescu.
Normandia: Fitz-. Exemplos: Fitzgerald, Fitzpatrick.
Noruega: -sen. Exemplos: Sörensen, Jakobsen, Mortensen.
País Basco: -ena. Exemplos: Hernandorena, Michelena (Mitxelena).
País de Gales: Ap-, Up-, -s. Exemplo: Apjohn, Upjohn, Updike, Roberts, Williams.
Países Baixos: -ssen. Exemplo: Janssen.
Países Catalães: -is; -es. Exemplo: Vives.
Polônia: -wicz; -ski. Exemplos: Marcinkiewicz, Kowalski.
Portugal: -(e)s. Exemplos: Simões (filho de Simão); Guimarães (filho de Guímaro, ou Vímara); Fernandes (filho de Fernando); Henriques (filho de Henrique); Nunes (filho de Nuno); Martins (filho de Martim); Rodrigues (filho de Rodrigo).
Rússia: -ov, -ev (masc.); -ova, -ovna (fem.); -vitch. Exemplos: Ivanov(a), Petrovich.
Sérvia: -ić. Exemplos: Petrović; Petković; Milošević.
Suécia: -sson. Exemplos: Petersson, Gustafsson.
Ucrânia: -enko. Exemplo: Timoshenko.

É galera, isso foi bem básico, vocês podem se aprofundar no assunto que é bem legal, ou voltar a seu trabalho, o fato é que um pouco a mais, você já sabe.

Espero que tenham gostado.
Abraço!

Tags: , , , ,


About the Author

Estereótipo Sócio Cultural de semiose traduzida na sua linguagem real que é um signo seu e criador do Padoca Virtual (e talvez mais alguns outros 3464576 blogs por aí, mas quem está contando?).



Back to Top ↑
  • + Colunas

    Padocast | O Podcast do Padoca Virtual Cinéfilos | Padoca Virtual Games | Padoca Virtual Música | Padoca Virtual Comportamento | Padoca Virtual